"...no desalinho triste das minhas emoções confusas..."






08/07/2012

A felicidade morta

"E como se em uma noite, o homem ganhasse toda vitalidade que deseja e tivesse a oportunidade de viver tão intensamente a ponto de consumir todo elixir da vida. Se em uma noite dessem a ele a oportunidade de ter qualquer mulher, de faze-la sofrer e amar, de ser em sua presença o que quisesse. Dessem a ele, o dinheiro que quisesse, para que o consumisse como uma droga, como um escravo sem teme-lo escraviza-lo. Dessem a ele, a imortalidade por uma noite que pulasse da torre mais alta, que abraçasse o mundo e o jogasse, que atirasse em mil, e fizesse nascer milhões e que sem compromisso dessem a ele toda esta noite.
Este homem seria o mais feliz, o mais alegre, o mais vivo de todo o mundo. Haveria nele amor em sobra, haveria em seu coração a vida em abundância, haveria o homem na sua forma mais pura. Porém ao amanhecer, haveria a morte em seu peito, pois vivera tudo a ponto de ver tudo e não desejar mais nada, achando que conhecia todas as facetas da vida e enfim desejaria partir, escravo de sua própria imortalidade, escravo de sua própria felicidade, enterrado em seu próprio elixir." Ramon Marin

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