"...no desalinho triste das minhas emoções confusas..."






23/02/2014

Sem título

Me falta amor e estou só.
Me transborda amor e estou, só.
É a escassez, é a sobra.
Nisso tudo, vazo.
Nos intervalos me perco.
E no resto, também.
-
É o descaso do acaso.
A loucura e a lucidez; (uma estupra a outra).
É porra nenhuma.
"Ah, gozei!"
E aí, sede.
Bebo o suor, a saliva
Sós.
Só, novamente.
-
Não é sede, é fome.
É o súbito desejo de morder, destroçar e engolir (pedaços pequenos, pedaços inteiros).
Daí o suco gástrico: problema resolvido.
Descarga.
E aí, pouco após, fome de novo, do novo.
-
7 bilhões só(,só).
Mas tudo bem!
Bobagem se esmagar, o espaço sobra.
Tudo cabe.
Só eu me encaixo.
Mas calma, tudo bem.
-
Átomos aqui, aí, acolá, lá.
Si, dó. Dó 
Não, não tenha dó.
É só a falta de, a sobra de.
Vês? Tem sempre algo por aí.
Sempre.
(até não ser)
"Pra sempre é muito tempo"
-
Sou pra sempre. (que fardo...)
Fardo este, bipolar, multipolar.
Depende o quando.
"Passado, presente, participo sendo o mistério do planeta"
Mistério este, eterno.
-
Eternidades eternas...
Ah, tudo bem... O tempo é quando!
Se falto, se sobro, pouco importa.
Tenha dó (ré, mi) dos afobados; o espetáculo é excitante.
-
Aqui! Senta, se acomode; te comove?
Então chores! E sacia tua sede.
Tua fome resolvas com restos.
(não ponha toalha nova, costuma sujar)
-
Tá tudo bem... Alma minha é infinita; tem sobras de sobra.

Nenhum comentário:

Postar um comentário